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AS AGRESSÕES CONTRA A AMAZÔNIA

Ninguém com um mínimo de atenção pode afirmar que desconhece a intenção do mundo internacional em promover uma ocupação estratégica sobre a soberania da Amazônica, considerando-se seus aspectos geográficos, a sua grande biodiversidade, riquezas de solo e subsolo, além de constar no mapa mundial, como uma das mais exuberantes regiões do planeta, onde se agasalham águas doces em abundância, a mais rica e diversificada flora da natureza, a maior bacia hidrográfica do mundo, sendo também detentora da mais vasta e rica floresta tropical do universo. A região tem sido vítima de agressões gratuitas, muitas vezes compartilhadas por péssimos brasileiros.

Em verdade, a Amazônia vem sendo, acintosa e indiscutivelmente, agredida e invadida por pessoas e organismos internacionais, que agem realizando desde a compra de milhões de hectares de terras na região, até a construção de campos de pousos clandestinos, contando com o descaso de algumas autoridades, fazendo-se necessário muita atenção dos que vivem neste pedaço gigantesco de Brasil, principalmente de nossas atuantes Forças Armadas.

Não existe, nem jamais existiu especialistas sobre a Amazônia, malgrado alguns assim se considerarem, mesmo sem jamais terem pisado no solo da Região. Entretanto, não faltam alguns estudiosos amazonenses, pesquisadores, historiadores consagrados, criadores de teses inteligentes e valiosíssimas sobre a região e sua biodiversidade, entre os quais desponta como o mais respeitado, o saudoso professor Samuel Isaac Benchimol, citado corretamente pelo sociólogo Gilberto Freire.  A não ser esse fato incontestável, temos em verdade, vários especuladores de plantão elaborando documentos inverídicos, alguns órgãos de espionagem e invasores produzindo fantásticos relatórios e documentos secretos sobre a região, aproveitando-se do desconhecimento generalizado do mundo científico, sobre as realidades da Amazônia, assustando o mundo com notícias mentirosas publicadas na mídia por vezes desavisada e repetidamente tendenciosa. A Amazônia é um mundo misterioso e imprevisível.

Recentemente, a revista americana Science publicou um estudo (?) do Instituto Smithsonian e do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) afirmando que o desmatamento da floresta tropical da Amazônia deveria atingir entre 25 a 42% até o ano de 2020. Essa, no mínimo é uma afirmação estapafúrdia, com a intenção clara e evidente de colocar a comunidade internacional contra a Amazônia, a fim de justificar uma invasão contra a nossa soberania. Ora, até o ano 2020 poderia nascer outra floresta dentro da existente no mundo amazônico, ou seja, em duas décadas, daria inclusive para reflorestar o Alaska e a Arábia Saudita, a não ser que o mundo científico retrocedesse, o que jamais ocorrerá. Nenhum cientista publicou até hoje, uma tese unânime sobre a Amazônia.

O general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ilustre ex-comandante militar da Amazônia, quando esteve à frente dessa unidade do Exército no Amazonas foi um intransigente defensor da região, fazendo palestras magníficas sobre o assunto, alertando as classes empresariais, os políticos, o povo e todos os que ouviam suas afirmativas sobre as formas de preservar e defender a Amazônia.  Vítima de uma cobiça que se avoluma em todos os sentidos, por todos os meios de comunicação existentes, adotando-se atualmente as páginas da internet para devassar a região, os seus verdadeiros defensores, os que vivem na Amazônia e sabem das riquezas existentes no solo e no subsolo, na fauna e na flora, precisam estar muito atentos para o que dizem e planejam as autoridades internacionais, posto não nos dão tréguas, repetindo críticas fantasiosas sobre as verdades da Amazônia, na intenção incontestável de invadi-la e torná-la, definitivamente, uma propriedade internacional. O que acontece na Amazônia, onde encontramos inúmeros aeroportos clandestinos, onde as mais distantes regiões são atingidas por doenças infecciosas grassando no interior e na capital, sem uma reação benéfica ou assistencial dos responsáveis por essa cobiça, é deveras desanimador e precisa de contestações e reações patrióticas.

A Região Amazônica tem sido chamada para contribuir nas crises brasileiras, mesmo esquecida na distância, pelos grandes centros desenvolvidos, sem acesso a uma efetiva integração nacional, até mesmo nos textos das leis emanadas para incentivar o crescimento e o desenvolvimento, e, apesar de não ouvirem os seus apelos justos e incontestáveis, ela continua progredindo no cenário da pátria, graças ao heroísmo do caboclo que nela habita.

Quando a borracha permitia à Balança Comercial do país uma boa representatividade, com as exportações que assustavam constantemente a indústria do café paulista no início do século 20, a Amazônia parecia mais brasileira do que hoje. Atualmente, mesmo com a Zona Franca de Manaus representando um grande trunfo na trava das importações de vários produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus, continuamos a ser tratados como se fossemos um planeta florestal em extinção. E com um rio capaz de matar a sede da humanidade, com uma riqueza imensurável a ser explorada para desenvolver a economia regional e nacional, continuamos a ser considerados incapazes de crescer, e perdemos a cada dia, um pouco de nossa soberania, por causa da cobiça internacional em marcha, para invadir nossas fronteiras, usando as armas da estratégia disseminada na mídia, onde alguns apátridas não ajudam.

Basta observar de onde partem as agressões contra a Região, quando se percebem as denúncias mentirosas e fantasiosas, ou contemplar o comportamento dos principais veículos de comunicação do Brasil a serviço de organismos estrangeiros, publicando amiúde reportagens contra o nosso país, sem mostrar patrioticamente as verdades que não podem ser confundidas. São jornalistas contaminados por ideologias, que não se importam em prejudicar a nossa produção agroindustrial, o turismo em grande escala e as maravilhas que o Brasil detém no seu solo. E nesta baboseira comportamental ingressam também alguns representantes consulares do pais em várias regiões, embaixadores e outros que vivem à custa do governo federal no exterior, gastando o dinheiro do povo, bem hospedados e degustando vinhos e uísques das melhores marcas.

Da Redação:

Gaitano Antonaccio para o Portal Voz Amazônica e para a Rádio Cultural da Amazônia

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