Um enorme número de pessoas alega que os dados científicos são imprecisos sobre os métodos de prevenção, e isso gera dúvidas sobre a efetividade das máscaras
Bem no início da pandemia a orientação das autoridades era para que a população geral, sem sintomas sugestivos de covid-19, não botasse máscaras. O medo era que faltassem equipamentos de proteção para profissionais de saúde e pacientes, que são os grupos que mais precisam deles.
Além disso, suspeitava-se que ficar com o tecido na face causaria incômodo nas pessoas, que iriam levar mais as mãos ao rosto para coçar ou arrumar a posição da peça. A crença era que isso aumentaria os riscos de infecção.
Com o passar do tempo e o avançar da ciência, esses temores se mostraram exagerados. Por outro lado, começaram a surgir evidências de que o uso das máscaras, mesmo aquelas mais simples, feitas de pano, teria um papel importante a cumprir.
Na capital amazonense encontramos facilmente muitas pessoas que têm verdadeira ojeriza pelo uso de máscara. Primeiro, pelo fato, segundo pensam, de elas sufocarem e gerarem grande incômodo ou impaciência. Segundo, pela simples da descrença de muitos em sua eficácia.
Especialistas asseguram que a máscara traz ao menos dois benefícios: ela protege quem usa e, ao mesmo tempo, resguarda quem está por perto de um indivíduo infectado.
Eles apontam que o tecido vai impedir que o vírus entre no nosso nariz ou na nossa boca a partir das gotículas de saliva que saem de uma pessoa durante tosses, espirros ou conversas, embora muita gente desacredite disso, porque “se for pra pegar, pega-se de qualquer jeito, pois vivemos sempre no meio de pessoas”, disse uma das pessoas consultadas.
Apesar da polêmica e das informações falsas que pintam por aí, precisamos ter em mente que precisaremos usar as máscaras por um longo período, até que tenhamos vacinas seguras e eficazes e com uma grande porcentagem da população já imunizada, continuaremos a depender delas para nos protegermos.
As máscaras parece mesmo que são uma ‘moda’ que chegou para ficar. Pelo menos enquanto a pandemia estiver entre nós e, quiçá, durante muito tempo depois disso.
Da Redação:
Portal Voz Amazônica
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