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“Júpiter”, o cabo submarino que ligará EUA, Japão e Filipinas, ficará pronto em dezembro

Esses cabos recebem proteção mecânica adicional para que sejam instalados sob a água: normalmente, têm interior de aço e isolamento especial. O processo é demorado: só enrolar o cabo para colocá-lo no navio pode demorar três semanas.

A empresa PLDT, Inc. anunciou nesta quarta-feira (31) que seu sistema de cabo submarino chamado de “Júpiter” ficará pronto ainda em 2021. O equipamento suporta serviços fixos e móveis e conecta pontos no Japão, Filipinas e Estados Unidos.

O trabalho está sendo feito com as principais operadoras asiáticas e players OTT (over-the-top) para implementar o novo sistema, que suporta os requisitos esperados de serviços fixos e móveis.

O sistema de cabo submarino “Júpiter” ficará pronto ainda em 2021. | Foto: Divulgação/PVA.

O atraso na conclusão do projeto se deve às restrições relacionadas à pandemia da Covid-19 em todo o mundo. A empresa anunciou em outubro de 2017 que investiria cerca de US$ 136,7 milhões em um sistema de cabos Trans-Pacífico de fibra óptica capaz de fornecer mais de 60 terabytes por segundo das Filipinas para o Japão e Estados Unidos, diretamente.

Em outro anúncio recente, a Smart Communications, Inc., braço sem fio da PLDT, anunciou uma parceria com a empresa global de telecomunicações Vodafone para fornecer serviços de roaming 5G para assinantes na Austrália, destino-chave dos filipinos.

Entenda a importância dos cabos submarinos

É bastante provável que você já tenha ouvido falar de cabos submarinos. Eles são usados em trechos de mar para ligar estações terrestres e, assim, transmitir sinais de telecomunicações por longas distâncias. Para isso, são instalados no assoalho oceânico.

Atualmente, os cabos submarinos são responsáveis por 99% das comunicações transoceânicas (entre locais separados por um oceano) feitas em todo o mundo. Com fibra ótica, os cabos conseguem transmitir dados como voz, imagens e mensagens.

No Brasil, existem seis cabos submarinos em funcionamento. Eles estão enterrados a até 1.000 metros de profundidade no oceano com um revestimento metálico de duto. Isso evita danos por ataques de tubarões ou barcos de pesca. Em regiões mais fundas, onde o risco é menor, os cabos são mais finos.

A instalação é realizada por um navio. Antes, entretanto, um instrumento acoplado à embarcação criava fendas na terra ao fundo do oceano, onde o cabo será depositado. O processo é demorado: só enrolar o cabo para colocá-lo no navio pode demorar três semanas.

Os cabos submarinos têm uma série de vantagens em relação aos satélites: chuvas fortes e tufões não conseguem afetar o seu sinal e o tráfego de dados é até 1.000 vezes maior do que o do satélite.

Isso significa que a fibra ótica consegue transmitir o equivalente ao que cabe em 102 DVDs em um segundo. Já os satélites não conseguem nem enviar o conteúdo de um DVD no mesmo período de tempo – e ainda exigem que o sinal percorra uma distância maior para conectar dois locais. Fora isso, os satélites também apresentam problemas de latência, que é o tempo que uma informação demora para chegar ao seu destino.

O atraso na conclusão do projeto se deve às restrições relacionadas à pandemia da Covid-19 em todo o mundo. | Foto: Divulgação/PVA.

Esses cabos recebem proteção mecânica adicional para que sejam instalados sob a água: normalmente, têm interior de aço e isolamento especial. Eles podem ser metálicos, coaxiais ou ópticos — os mais utilizados atualmente.

Mais conexão

O Brasil anunciou a construção de um cabo submarino para conectar diretamente o país com a Europa. O EllaLink será inaugurado neste ano com 9.400 quilômetros de extensão. O cabo sairá de Santos (SP), com parada em Fortaleza (CE) até cruzar o Atlântico e chegar em Sines, no sul de Portugal.

Da Redação

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