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Kim Jong-un admite fracasso econômico e pede ‘autossuficiência’

Sem citar EUA e Coreia do Sul, presidente da Coreia do Norte classificou últimos cinco anos como os “piores”

O presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, admitiu seu fracasso no cumprimento das metas econômicas do país, durante o primeiro congresso do partido comunista após cinco anos, na capital Pyongyang. Conforme a agência estatal sul-coreana Yonhap, o congresso é o maior evento político norte-coreano.

A expectativa era que Kim orientasse seus aliados sobre a economia e relações exteriores com os EUA e a Coreia do Sul, que mantém as negociações sobre a desnuclearização estagnadas. O líder, no entanto, sequer mencionou as duas nações durante o encontro, assim como se mantém calado sobre os efeitos da nova gestão americana de Joe Biden, presidente norte-americano.

Segundo Kim, a estratégia de cinco anos para o desenvolvimento econômico nacional ficou aquém do esperado em quase todos os setores e objetivos. “Foi um período de julgamentos sem precedentes e os piores dos últimos tempos”, afirmou.

A partir disso, o chefe de Estado pediu autossuficiência para impulsionar o país. “A chave para superar as dificuldades com mais velocidade está na consolidação de nossa própria força, nossa força interna, em todos os aspectos”, disse.

O líder prometeu ainda que sugerirá uma “linha chave” com estratégicas e táticas para promover relações exteriores e fortalecer o partido único.

Desnuclearização não avança

As negociações para a desnuclearização da Coreia do Norte pouco avançaram desde a cúpula do país com o ex-presidente norte-americano Donald Trump, em 2019. Os chanceleres do Japão e México, à frente da Parceria Transpacífica, prometeram traçar planos para dar continuidade à pauta. Até a chegada de um acordo, contudo, a comunidade internacional vê os desdobramentos do país asiático, de 25,5 milhões de habitantes, com ansiedade.

Além das sanções sobre sua economia, a nação ainda tenta se recuperar dos três tufões consecutivos do final de 2020 e do fechamento das fronteiras para barrar contágios por Covid-19. Fechado, o país diz que não há nenhum risco de infecção pelo vírus.

Da Redação: Portal Voz Amazônica / Rádio Cultural da Amazônia

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