Um enorme número de pessoas alega que os dados científicos são imprecisos sobre os métodos de prevenção, e isso gera dúvidas sobre a efetividade das máscaras

Bem no início da pandemia a orientação das autoridades era para que a população geral, sem sintomas sugestivos de covid-19, não botasse máscaras. O medo era que faltassem equipamentos de proteção para profissionais de saúde e pacientes, que são os grupos que mais precisam deles.

Além disso, suspeitava-se que ficar com o tecido na face causaria incômodo nas pessoas, que iriam levar mais as mãos ao rosto para coçar ou arrumar a posição da peça. A crença era que isso aumentaria os riscos de infecção.

Com o passar do tempo e o avançar da ciência, esses temores se mostraram exagerados. Por outro lado, começaram a surgir evidências de que o uso das máscaras, mesmo aquelas mais simples, feitas de pano, teria um papel importante a cumprir.

Na capital amazonense encontramos facilmente muitas pessoas que têm verdadeira ojeriza pelo uso de máscara. Primeiro, pelo fato, segundo pensam, de elas sufocarem e gerarem grande incômodo ou impaciência. Segundo, pela simples da descrença de muitos em sua eficácia.

Especialistas asseguram que a máscara traz ao menos dois benefícios: ela protege quem usa e, ao mesmo tempo, resguarda quem está por perto de um indivíduo infectado.

Eles apontam que o tecido vai impedir que o vírus entre no nosso nariz ou na nossa boca a partir das gotículas de saliva que saem de uma pessoa durante tosses, espirros ou conversas, embora muita gente desacredite disso, porque “se for pra pegar, pega-se de qualquer jeito, pois vivemos sempre no meio de pessoas”, disse uma das pessoas consultadas.

Apesar da polêmica e das informações falsas que pintam por aí, precisamos ter em mente que precisaremos usar as máscaras por um longo período, até que tenhamos vacinas seguras e eficazes e com uma grande porcentagem da população já imunizada, continuaremos a depender delas para nos protegermos.

As máscaras parece mesmo que são uma ‘moda’ que chegou para ficar. Pelo menos enquanto a pandemia estiver entre nós e, quiçá, durante muito tempo depois disso.

Da Redação:
Portal Voz Amazônica
Rádio Cultural da Amazônia

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Paulo Queiroz

Escritor, poeta, editor, antropólogo e professor universitário. Comendador pela Câmara Brasileira de Cultura (CBC). Radialista e jornalista: MTb 0001421-DRT/AM, Matrícula nº 3857. Presidente da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos (ABEPPA) e da Academia de Letras, Ciências e Culturas da Amazônia (ALCAMA). Membro Honorário da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas (ACLJA), da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR), da Associação dos Escritores do Amazonas (ASSEAM), da Academia de Letras do Brasil (ALB/AM), entre outras. Professor de Ciência Política, Antropologia Jurídica, Metodologia do Estudo Jurídico, TCC, Filosofia do Direito, Iniciação Científica, Ética e Deontologia Jurídica e Direito Constitucional. Psicanalista Forense em formação.

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