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O BRASIL MERECE MAIS

Euclides da Cunha, em “Os Sertões”, disse que o sertanejo é, antes de tudo, um forte. A frase exaltava a bravura, a resistência e a disposição dos nordestinos para enfrentar os obstáculos que a vida lhes impunha.

A frase desse notável escritor, que a juventude infelizmente não lê mais, poderia muito bem, dadas às presentes e dificílimas circunstâncias, superdimensionadas pela pandemia de COVID-19, ganhar uma dilargada e justa adaptação: “O brasileiro é, antes de tudo, um forte”. Porque, meus amigos, só sendo forte, corajoso, trabalhador e resiliente, para resistir às intrigas políticas diárias e insensatas, que mesmo num ambiente já de crise, que requereria a união de todos, só tendem a nós jogar mais pra perto do abismo.

Eu confesso que gostaria, novamente, de falar de flores, de amor, de espiritualidade, como venho fazendo nos últimos tempos, mas, por amor, também, não posso deixar de falar em favor do meu país, vendo o quanto algumas forças de oposição se ocupam, perdoem-me, mas é preciso dizer, de forma irresponsável e insensível, em promover a instabilidade, em ver o copo meio vazio, em instalar o caos. Exemplos: dentre outros, a lamentável “CPI da pandemia” no Senado Federal e o autointitulado “superpedido de impeachment” do presidente Jair Bolsonaro, que de super não tem nada, cujos objetivos claros – o povo está vendo – nada têm de interesse nacional, mas apenas e tão somente o desejo de provocar o caos, de desestabilizar o governo e, sobre os escombros do Brasil, restabelecer os antigos e rejeitados (nas urnas) métodos das gestões anteriores.

Teremos eleições no ano que vem. No ano que vem! Custa a oposição esperar? O Brasil merece mais. Deixemos o povo decidir, no voto. No voto auditável, claro.

Olhem, aqui pra nós, esses métodos estão manjados e ultrapassados. Essa política, com “p” minúsculo, não pode mais vicejar num país que é tão rico, tem tantas necessidades e possui, infelizmente, uma casta de lideranças, com honrosas exceções, tão medíocre, ambiciosa, destrutiva é tão pouco altruísta.

Todos sabemos, isso é bíblico, que “um reino divido contra si mesmo é devastado, e toda cidade ou casa dividida não subsistirá”. Vejam Mateus, 12:25. Maquiavel, o maligno, por seu turno, já aconselhava o príncipe, dizendo-lhe que era preciso “dividir para reinar”. Talvez eu seja, como já disse Lulu Santos, “um romântico, nos litorais desse oceano Atlântico”, mas eu acredito que um dia, que espero não estar distante, possamos ter as nossas divergências, sem, contudo, esperar que nossas opiniões e desejos prevaleçam, em detrimento do bem comum.

Numa guerra, e vivemos em meio a uma guerra contra o COVID-19, todos deveriam se unir. A aposta no “quanto pior melhor”, na divisão, na mentira, na falta de grandeza para reconhecer os méritos de nossos adversários, para vencer o verdadeiro inimigo comum, é o nosso maior erro. O Brasil, os brasileiros merecem mais.

Da Redação:

Júlio Antônio Lopes para o Portal Voz Amazônica e para a Rádio Cultural da Amazônia

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