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O PEDRO BIAL, O LULA, A FLORDELIS E O POLÍGRAFO…

Eu diria aqui, em “simplérrimas” palavras, que – neologismos à parte – o Pedro Bial “peidou na farofa” quando disse que só entrevistaria o ex-presidente Lula caso pudesse utilizar um polígrafo, que é aquele aparelhinho infecundo que só detecta as mentiras que os próprios mentirosos não querem tomar conhecimento. Isto é, ele é somente um “engodo sofisticado” que não mede nem as mentiras que o Pica-Pau conta para o “Zeza Urubu”.

É isso mesmo! O Pedro Bial, que é sim um grande entrevistador, e que comanda o programa “Conversa com Bial”, além de ter demonstrado uma extravagante falta de inteligência para afirmar o que afirmou, também deixou saltar aos olhos o seu temor pelos embaraços desafiadores que nasceriam de uma entrevista imprescindível com Lula, que agora está tecnicamente 100% livre e elegível para empinar nas Eleições de 2022, coisa que está deteriorando a alma e muita gente desde então.

Quando o Bial “correu do pau”, ele deixou de todo nítida a sua absoluta submissão à quase ex-autárquica emissora para a qual trabalha. É sim, porque, rememorem: quando a deputada federal Flordelis (que segundo a polícia técnico-científica, é 100% a mandante do assassinato cruel e abjeto do seu marido, o Pastor Anderson do Carmo) foi ao programa do Bial, ele não recomendou o aparato para medir as mentiras dela. Aliás, do princípio ao fim da entrevista de Flordelis ao Bial, ela, a cada 10 de seus vocábulos pronunciados, 11 eram eivados de mentiras.

A verdade é uma só: todos mentem!… Essa frase, que é mais célebre do que as técnicas usadas por assassinos cruéis para se safarem da culpabilidade e condenação, e cujo autor eu não sei quem é, traduz uma vinculação constitucional histórica, que ‘libera’ (aqui no Brasil e em todos os lugares do mundo) os criminosos para o ‘exercício legal’ da mentira. A ampla defesa e o contraditório são maculados em sua essência quando são convertidos em meios de enganar a própria Justiça, como faz a deputada Flordelis até os dias de hoje.

Se polígrafos funcionassem de verdade, não seriam tornozeleiras eletrônicas que os assassinos usariam em seus mocotós; seriam polígrafos. Por isso, creio piamente que o Pedro Bial deve reconsiderar a pilhéria insulsa que proferiu ao negar a entrevista, e aceitar ficar de cara com o Lula, e, lógico, depois com Bolsonaro. Ele seria mais inteligente do que parece ser, porque daria uma espécie de ‘largada oficial’ para a corrida eleitoral majoritária. Ele seria um pioneiro num debate que está de fato sendo necessário para que as remelas de nossos olhos caiam, depois da ‘zaragata judicial’ envolvendo o Lula.

O Pedro Bial é um colossal jornalista, de quem eu sou fã incondicional, e em quem me espelho para trabalhar também, apesar de eu ser apenas um jornalista ‘inaugural’. O Lula é um político poderoso, injustiçado, absolutamente ameaçador dos planos do presidente Bolsonaro, no que pese ele ser meio desenxabido e muitíssimo mal assessorado pelos seus “companheiros”. A Flordelis é uma ré de gravíssimo potencial, que está à beira de um colapso, e que não dorme, e que está quase com um pé dentro da cadeia… Um personagem a seu modo, ‘iguais’ perante a lei e a verdade, mas distintos em sua forma de produzir a notícia, a política, e a morte.

Para ser franco, de todos os mencionados neste meu ‘textículo’, a despeito da minha admiração pelo Bial e por Lula, por chegarem onde chegaram com sua luta e audácia, penso que o polígrafo – esse aparelhinho muito mal concebido – é o único que não sabe mentir nesse contexto todo, pois não pensa, não sente medos, não é covarde, não discerne, não engana, e não mata.

Chama o Lula, Pedro Bial! Dê a ele o mesmo direito que deu à Flordelis: uma ré perigosíssima (segundo a polícia), que explodiria qualquer polígrafo que amarrassem nela. Chama o Lula! Você tá com medinho?!

Da Redação:

Paulo Queiroz para o Portal Voz Amazônica e para a Rádio Cultural da Amazônia        

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