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UM CORVO NÃO ARRANCA O OLHO DE OUTRO CORVO

“Eu não estou procurando culpados”… A frase do ano. É só o que se ouve por aí. Mas eles, os culpados, existem sim, e precisam ser punidos! E eles são muitos… Eu tenho culpa. Você tem culpa também. Mas eles têm muito mais. Cada um tem culpa a seu modo, mas o modo deles é o pior e mais mortal de todos.
Quando um líder diz que não está procurando culpados de tanta mortandade, é como se ele dissesse que no futuro espera que também não o procurem. Nesse sentido, não seria impróprio lembrar da razão latina: “Corvus oculum corvi non eruit”. Um Corvo não arranca o olho do outro corvo. É o que parece. Salvar vidas é tão prioritário quanto punir os culpados pela perda delas, porque achados eles já foram. E eles estão por aí, livres, podres de ricos e bem protegidos em seus palácios, enquanto o povo é dizimado indiretamente.
Dizer que não se está procurando os culpados no meio dessa guerra pandêmica, equivale a passar a mão em suas cabeças. É como um avião lotado que cai por negligência do piloto, matando a maioria gritante dos passageiros, e o dono da companhia aérea diz: “gente, não vamos procurar culpados, a hora é de chorar e enterrar os mortos”.
Está tudo errado… Que os maiores culpados sejam efetivamente punidos, porque nós, que também temos culpa, já estamos sendo. Vivi para ver o maior de todos os caos… O descaso total… Muito triste e execrável o que estamos experimentando. Deus se apiede de nós.

Da Redação: Paulo Queiroz para o Portal Voz Amazônica e para a Rádio Cultural da Amazônia

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